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BETÃO POLÍMERO em Fachada Ventilada COIMBRA

 

Na preciosa Cidade de Coimbra, banhada pelas águas do río Mondego e berço da primeira Universidade de Portugal, uma das mais antigas da Europa, foi levada a cabo a obra residencial de Janeiro e Fonseca SA.
Trata-se de um edifício de amplos apartamentos de alta qualidade onde o material predominante é o betão polímero. Realizou-se con o sistema de Fachada Ventilada e todos os prefabricados são deste mesmo material. Colocaram-se: peitoris, ombreiras,vergas, capeamentos e rodapes.
O arquitecto projectista desta obra, Valter Gama conta-nos os detalhes deste projecto na seguinte entrevista:

1. Conhecia já o nosso material?

Não, foi através de uma informação ou publicidade numa revista é que tive conhecimento do vosso produto. Através do qual obtivemos os contactos dos representantes do mesmo em Portugal, com o intuito de estes nos prestarem todas as informações e caracteristicas técnicas do produto, de modo a permitir associar a tipologia de obra que poderia benefeciar com o produto.

2. Concretamente, o que procuravam? Como se desenvolveu o projecto?

O objectivo era a realização de um sistema construtivo em fachada ventilada, que nos permitiria uma optimização da protecção térmica que dariamos ao edificio, junto com a vantagem de as àguas da chuva não trespassarem de modo directo para as alvenarias, pois o material é aplicado numa estrutura auto portante, afastado das mesmas. O projecto partiu com base nestes pontos, com o desenvolvimento do mesmo, optou-se por executar fachada ventilada, só nos panos mais expostos, os restantes, que se encontam abrigados utilizou-se outra técnica para o seu revestimento e acabamento final.

3. Porque razão elegeram o Betão Polímero?

Pelas suas caracteristicas técnicas, ou seja, é um produto com uma taxa de absorção praticamente nula, elevada resistência mecânica e com um número variado de cores e texturas.

4. Que propriedades lhe parecem mais interessantes?

As mencionadas anteriormente, com a vantagem de se poder utilizar o mesmo material prar fazer os remates e transições, como sejam rodapés, capeamentos, ombreiras, vergas, isto permite uma homogeneidade na leitura do revestimento, contribuindo para ou não desvirtuar do conceito arquitectónico pretendido.

5. A experiência foi positiva?

Sim, até por que existiu um grande acompanhamento da parte técnica da Ulma, principalmente quando foi preciso esclarecer situações de remate ou transição, ou seja, como estas poderiam e deveriam ser feitas. Tudo isto contribui para uma grande tranquilidade do arquitecto quando projecta, pois sente que dificilmente pode falhar na pormenorização do projecto, com claros beneficios para a obra.

6. Na arquitectura portuguesa tradicionalmente utilizam-se outro tipo de materiais ( granito, mármore, calcáreos tipo moleanos) na construção……È-lhe complicado introduzir um material como o betão polímero nos seus projectos?

Não, porque existiu um cuidado de explicar ao cliente as vantagens do produto, mas como em todas as novidades há sempre alguma inércia do mesmo a mudança para materiais que desconhece. No caso concrecto deste cliente, a Janeiro e Fonseca, devido a ter um corpo técnico e da administração constituído por pessoas ainda jovens e adeptas de novos desafios, tornu-se relativamente fácil convece-los da utilização do betão polimero neste projecto. Seria importante conseguir-se com este material uma redução na aplicação e fornecimento em torno dos 20%, o que traria para um custo por m2 aproximado ao dos materiais correntes e habituais na arquitectura portuguesa.

7. Utiliza fachada ventilada no projecto, melhorando notavelmente o comportamento térmico do edificio ¿Sente-se um arquitecto comprometido com o meio ambiente?

Claro, cada vez mais. É necessário que os projectos reflectiam na obra o respeito pelo meio ambiente, isto observa-se na escolha dos materiais utlizados, nas mais valias térmicas decorrentes da sua utilização na mesma. Mas tal não basta, pois um produto pode ser extremamente completo, permitir um elevado isolamento térmico, até ter um preço relativamente competitivo, mas verificar-se que na sua produção se utilizam técnicas e recursos energécticos que sobrecarregam e prejudicam o meio ambiente. Hoje, cada vez mais é importante que um arquitecto tenha esta postura civica, responsável e ecológica. Para tal é necessário ter atenção o que se projecta, para onde, como é clima dessa região, a exposição solar, a pluviosdade, entre outros factores tipicos de cada zona, de modo os edificios tenham um máximo conforto térmico, com um minimo despêndio de energia, hoje a arquitectura quer se cada vez mais eficiente.

8. Em que projectos trabalha actualmente? Qual a sua especialidade?

Os projectos que temos em carteira, são os habituais, desde habitação própria, a moradia, promovida por um cliente que gosta de ter, como costumo dizer a brincar: "- Um fato à medida, não prescinde do conntacto directo com o alfaite." Até a habitação colectiva, promovida pelo cliente, que não vai utilizar a mesma, mas que quer ter um produto diferenciado no mercado. A projectos para equipamentos sociais, escolares e de sáude, urbanizações, ou projectos mais pequenos, como sejam a remodelação ou criação de espaços comerciais, entre outros. Ou seja, na arquitectura não tenho uma área onde seja especialista, ou me dedique mais, apesar de ultimamente, pelo facto da propria especifidade regulamentar e legislativa que rege alguns equipamentos, como infnatários, creches, lar para a 3ª idade e alguns estabelecimentos de restauração e bebidas, se tenha dessenvolvido ultimante, bastantes projectos nestas áreas.



FICHA TECNICA

COR: M05 BRANCO
PEÇAS UTILIZADAS: PEITORIS, OMBREIRAS, CAPEAMENTOS E VERGAS.
TEXTURA DE PLACA DE FACHADA VENTILADA: PIZARROSA
FORMATO DE PLACAS:
900 x 552
1400 x 450
1800 x 400,

PROJECTO REALIZADO POR: VALTER GAMA
PROMOTORA: JANEIRO & FONSECA SA
CONSTRUTORA: JANEIRO & FONSECA SA

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